12/12/2008
A FLECHA IMPROVÁVEL - MINICONTO DETESTÁVEL
Cortei o dedo. A faca, o sangue, o vermelho, o ferro. Cortei o dedo, a orelha. Do livro. Meu corte profundo na carne, viva o corte seco. Afiada a lâmina, certa. Serra dos olhos além da janela, além de todos os cenários urbanos. Cortei a língua, a palavra. Serra que dos olhos não vem, virão as estrelas à noite, virão os cometas, clarões. Mas não me entrego ao devaneio: acerto em cheio.
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2 comentários:
muito bom. parabéns
muito merda
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